06 de Janeiro de 2010

           Todos os dias vagueio em blogs de criticos de cinema. Procuro críticas a filmes que eu própria visionei e sobre os quais também eu tesso a minha opinião e procuro também recomendações. Encontro coisas escandalosas.
          Quando o cinema veio ao mundo pertendia acima de tudo passar uma mensagem ao público e  ensinar algo de novo a todos e cada um. No ano do seu nascimento, o cinema era a interpretação de uma história do mais simples que fosse. Praticamente dispensavam-se as palavras e toda a sua genealidade residia na música que acompanhava os gestos e expressões dos actores. Esses filmes sim, esses tinham qualidade, podiam até ser minúsculos mas depois de os visionar, algo novo nos escorajava a reflectir. 
           Hoje em dia, vejo os filmes serem avaliados pela quantidade e qualidade dos efeitos especiais, pelo slowmotion ou então pela sua obscuridade ou luminosidade. Ao longo da evolução do cinema o seu principal objectivo perdeu-se no longo caminho. Já não se vai ao cinema procurando aprender alguma coisa nova, vai-se para ver corridas de carros, lutas, tiros, explosões, naves espaciais, vilões e heróis. Já não se vai mais pelo gozo de assistir a uma boa história, bem estruturada e que transmita algo.
          Filmes como “Beleza Americana” e “O Estranho Caso de Benjamin Button” cumprem o seu dever, ensinam muito e não deixam de ter a sua dose de fantasia ou efeitos. Fiquei indignada com todas as críticas acerca de “Avatar”, não partilho da mesma opinião que milhares de pessoas. Não diria que é o pior filme de sempre mas, por favor, que piada tem? O que é que retiram dele? Qual grande acontecimento do ano, qual quê? É na minha opinião uma grande disilusão. A menos que procurem vomitar efeitos especiais ou então duas horas e meia de tiros, gritos, mortos, feridos, seres azuis e o vilão que mais custa matar, não se metam numa sala de cinema para ver esse filme. Admito que o filme tem as suas genealidades como “Pandora”, ao ser um planeta extremamente realista nos transporta numa visita fantástica pelas mais estonteantes paisagens (tirando realmente o fôlego), já para não falar na prestação dos actores que é louvável, mas quem, como eu, aprecia um bom argumento, destestará irremediavelmente este género de filmes.
         É certo que o cinema deve evoluir, mas nunca perder a sua essência. Sou a favor de efeitos especiais e slowmotion desde que os realizadores não limitem os filmes a isso. Sou a favor de bandas sonoras se estas forem inteligentes e acima de tudo sincronizadas porque embelezam muito um filme. Apoio bons argumentos, meus caros, principalmente bons argumentos, daqueles que nos encham a alma e nos inspirem, podem ser reais ou fictícios, tanto me faz, desde que cumpram o principal objectivo de fazer surgir um bom filme, de marcar quem o visionou. Exijo cenários grandiosos, boas caracterizações, diálogos estimulantes e performances excepcionais dos actores em cada trabalho cinematográfico (só cumprem o seu trabalho e se realmente são apaixonados pelo que fazem, deveriam ser exigentes consigo próprios, abraçar um personagem de corpo e alma e sentirem-se honrados por terem a sorte de realizar os seus sonhos, diariamente), exijo risos, lágrimas, gritos de terror, espanto e suspense.
        Tudo isto, para pedir a cada crítico que nunca esqueça o principal objectivo de um filme, a sua mensagem e que tenha sempre em conta o argumento quando dá a sua opinião.
        Peço desculpa se com as minhas observações desrespeitei alguém, essa não era de todo a minha intenção.
       Cada um tem o direito à opinião e tem também os seus gostos. Felizmente opiniões discutem-se, mas gostos não...
Carla Silva
Publicado Por: carlasgsilva às 22:49
Sinto-me:: Aliviada
Música:: Kings Of Leon - Be Somebody
Eu disse que vinha!

Muito bem escrito! Já sabia que tinhas que mencionar o Benjamin e American Beuty duas obras genialmente concebidas embora a primeira fique atrás da segunda...

Abraços Carlinha
Nekas a 7 de Janeiro de 2010 às 21:45
O cinema é uma arte que aprecio embora não seja a minha preferida.
Mas como tu escreveste, há coisas que são inexplicávelmente mal explicadas, hoje em dia a opinião dos críticos não é consistente com a opinião pública.
Hoje os críticos atribuem notas ridículas a filmes só pela disputa entre os amigos do ramo. Os críticos expressam-se com a linguagem mais difícil possível apenas para restringir as críticas(a quem?) aos outros críticos, usam vocabulário caro e explicam o absurdo, ou melhor, não o explicam pois apenas limitam-se a falar do filme e não a sentí-lo.

Continuação.
Wally West a 8 de Janeiro de 2010 às 22:30
Wally West, exactamente como referiste, para falar de um filme não basta vê-lo, é extremamente importante senti-lo. Só é pena nem todos se esforçarem para o fazer...
Continuação.
carlasgsilva a 10 de Janeiro de 2010 às 22:27
Não percebes msmo nnda de cinema
Anónimo a 23 de Janeiro de 2010 às 11:04
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